Nas asas da solidão (Uma homenagem a Garrincha)

Frederico Amitrano

Nas asas da solidão (Uma homenagem a Garrincha)

Aquele menino que driblava certo com as pernas tortas

Tinha um olhar diferente

Chave de todas as portas: Sua maneira inocente

Caçando passarinho

No esplendor da natureza

Garrincha voa, pobrezinho

Exibindo sua beleza

E num gramado iluminado

Iluminadamente ele está

Deixando muito “João”

Sentado na grama pra descansar

O mundo inteiro gritou e agora grita de novo

“- Garrincha, Garrincha, a alegria do povo”

Hoje Garrincha voou nas asas da solidão

Mas a camisa que ele suou

Não tem substituição

Nossos corações pararam

Na parada de seu coração

Não tem mais bola no pé

Ele já não pisa no chão

Uma coisa eu grito com fé, garra e emoção

“- Garrincha era Mané, mas nunca foi João”

 

Obra registrada na Biblioteca Nacional

 

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