O Vírus da Morte

 

O vírus da morte não é o que mata o corpo
Mas aquele que mata a alma
E mata tão gradativamente e com tanta calma
Que mesmo vivos, parecemos mortos
É quando perdemos a capacidade de sentir…
De nos emocionar com uma canção
De olhar uma criança com emoção
De chorar ou até de sorrir
O vírus da morte espalha mais que o corona
É mais contagiante que um bocejo
Pega mais que cancro na zona
Passa mais que gripe no beijo
O vírus da morte é o beijo do diabo
Que é o oposto das estórias infantis
Quando a bela, despertada pelo amado,
Se levanta e pra sempre é feliz…
Esse beijo só derruba
Só enterra…
Só machuca…
O vírus da morte é a ganância
A prepotência, a inveja
O egoísmo, a intolerância…
Que saiamos da nossa santa ignorância
Que larguemos a indiferença que sobeja
E que, de perder a alma, sem vigilância
O próprio Pai das Almas nos proteja!

 

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